Histórico, Jacarepaguá passa por desenvolvimento
imobiliário.
A
igreja Nossa Senhora da Penna é uma construção com 350 anos que fica em
Jacarepaguá
Educarte...
A parte Histórica do nosso bairro é muito interessante... Nem percebemos a
importância de cada construção, ruas e estradas... Vamos conhecer o passado e
valorizar o presente e transformar o nosso futuro ...
Localizado
na zona oeste do Rio de Janeiro, um dos centros mais valorizadas da cidade, o
bairro de Jacarepaguá é capaz de unir, em um mesmo ambiente, a natureza local e
a história de desenvolvimento da região. Sua fundação aconteceu em 1567, dois
anos após o nascimento da metrópole fluminense, e o seu nome, que veio do
idioma tupi-guarani, significa “lagoa baixa dos jacarés”, em alusão aos animais
que dominavam a orla aquática do local no período da colonização brasileira.
Com
o desenvolvimento industrial, o bairro ganhou a alcunha de “Planície dos onze
engenhos”, devido à alta concentração de produtoras de açúcar e café. A partir
dos anos 70, o jeito de cidade pequena começou a ceder espaço a empreendimentos
imobiliários. O crescimento foi tamanho que, na década seguinte, Jacarepaguá
foi dividido em oito áreas independentes: Tanque, Taquara, Pechincha,
Freguesia, Anil, Gardênia Azul, Praça Seca e Curicica.
Além
dos residenciais e de monumentos seminais que remetem à arquitetura feita no
período colonial, como a Igreja de Nossa Senhora da Penna, o bairro também
concentra áreas de lazer e de trabalho. Está entre elas o Bosque da Freguesia,
que, com 31 hectares de mata atlântica preservada, é usado para a recreação e a
prática de esportes. Nos destaques de edifícios profissionais estão os centros
de produção televisiva da Rede Globo e da Rede Record, Projac e Recnov, respectivamente.
Já a Praça da Seca é um importante ponto de comércio da região.
Até
2016, ano em que o Rio de Janeiro receberá as Olimpíadas, Jacarepaguá deve
receber investimentos importantes, principalmente na área de transportes
públicos. O bairro será uma das regiões a receber corredores de ônibus
expressos, uma vez que a maior parte das competições acontecerá no autódromo do
Jacarepaguá, que leva o nome do piloto brasileiro Nelson Piquet.
Por
estar no Rio de Janeiro, é óbvio que o bairro não poderia deixar de possuir
veias musicais. O estilo mais presente no local é o samba, que pode ser
encontrado, por exemplo, no Pagode da Tia Doca, criado há 36 anos e ponto de
encontro de grandes nomes da música, como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Beth
Carvalho. A Escola de Samba União de Jacarepaguá, também é um dos locais para
curtir boas melodias e descansar depois de dar volta por um bairro tipicamente
carioca.
Pena...
De mim mesmo.
Dá pena, sentir pena, eu sei.
Sentir que da minha "pena", pensei
("eufemismo" antigo, mas que ainda é entendido),
não saía nada para escrever no momento.
Uma metáfora uma descrição uma cena. Um intento
sobre a igreja de Nossa Senhora da Pena.
Minha memória que se apaga, que se apagará,
sobre uma relíquia, como muitas outras, também esquecida,
num morro da Freguesia, perdida,
De mim mesmo.
Dá pena, sentir pena, eu sei.
Sentir que da minha "pena", pensei
("eufemismo" antigo, mas que ainda é entendido),
não saía nada para escrever no momento.
Uma metáfora uma descrição uma cena. Um intento
sobre a igreja de Nossa Senhora da Pena.
Minha memória que se apaga, que se apagará,
sobre uma relíquia, como muitas outras, também esquecida,
num morro da Freguesia, perdida,
num
sub-bairro de Jacarepaguá.
(Poema de Manoel Rodrigues)
(Poema de Manoel Rodrigues)
JACAREPAGUÁ
Jacarepaguá ainda é
muito rica em flora e fauna. Mas precisa de muitos cuidados e de preservação,
para mantermos o que ainda temos. Vamos olhar por nosso verde, por nossos
animais, por nosso planeta. Pois cada ação terá uma reação, e que esta reação
seja a mais bela possível. Jacarepaguá - jacaré-upa-goa, segundo os índios
tamoios, "a lagoa rasa de jacarés". Viva em nossos corações... Aqui
segue algumas histórias sobre JPA e atualidades do mundo da Ciência.
Histórico:
Jacarepaguá deriva-se de
três palavras da língua Tupi-Guarani: YACARE (jacaré), UPÁ (lagoa) e GUÁ
(baixa) - A “Baixa lagoa dos jacarés”.
Na época da colonização,
as lagoas da baixada de Jacarepaguá eram repletas de jacarés, daí o nome.
A História de Jacarepaguá começou em 1567, dois
anos após a fundação da cidade do Rio de Janeiro, quando Salvador Correia de Sá
assumiu o cargo de primeiro governador da nova cidade e concedeu a dois
auxiliares da administração, Jerônimo Fernandes e Julião Rangel, as terras de
Jacarepaguá.
Porém, Jerônimo e Julião nunca tomaram posse da Sesmarias
concedidas. Mais tarde, em 1594, o governador Salvador Correia de Sá revogou o
ato anterior e doou as Sesmarias para seus filhos Gonçalo e Martim. A data da
carta da concessão é de 09 de setembro de 1594.
Os dois irmãos iniciaram a colonização de
Jacarepaguá, principalmente Gonçalo. Martim dedicou-se mais à política. Foi
governador do Rio de Janeiro, em dois períodos, no início do século XVII.
Martim casou-se com a espanhola Maria de Mendonza e
Benevides. Desta união surgiu a dinastia Sá e Benevides de grande importância
na história de Jacarepaguá, principalmente seus sucessores: os Viscondes de
Asseca.
Nas primeiras décadas do século XVII, Gonçalo
fundou o engenho do Camorim e dentro do engenho a capela de São Gonçalo do
Amarante, que ainda existe nos dias de hoje. No mesmo período, surgiram outras
edificações na atual Freguesia que perduram até hoje: a Sede do Engenho D’Água
e a Igreja de Nossa Senhora da Pena, no alto da Pedra do Galo.
Na época, essa região de Jacarepaguá, já possuía
razoável povoamento, em virtude dos diversos arrendamentos feitos pelos Correia
de Sá.
Assim, com a chegada dos primeiros escravos no Rio
de Janeiro, que aconteceu em 1614, a maioria veio para os grandes foros de
Jacarepaguá.
A característica de Jacarepaguá nos séculos XVII e
XVIII, períodos mais ricos do Brasil-colônia, foi a ocupação dos portugueses
com a criação de muitos engenhos de açúcar e ao mesmo tempo edificando capelas
e igrejas, em comum acordo com o poder eclesiástico. Como os índios não
aceitavam a servidão, os colonizadores apelaram para os escravos vindos da
África.
Depois, o caminho passou a ser terrestre pela
Estrada Real de Santa Cruz, (hoje, Estrada Intendente Magalhães, Ernani Cardoso
e Suburbana). Outro caminho era até o Porto Fluvial de Irajá. Daí seguia-se em
pequenos barcos até a atual Praça Quinze.
Os monges do Mosteiro de São Bento também tiveram
importante papel na história de Jacarepaguá.
Criação: Andréa Claudia Gama de Carvalho












