quinta-feira, 23 de agosto de 2012

EQUIPE JACAREPAGUÁ TEM FREGUESIA

Histórico,  Jacarepaguá passa por desenvolvimento imobiliário.
 


A igreja Nossa Senhora da Penna é uma construção com 350 anos que fica em Jacarepaguá
Educarte... A parte Histórica do nosso bairro é muito interessante... Nem percebemos a importância de cada construção, ruas e estradas... Vamos conhecer o passado e valorizar o presente e transformar o nosso futuro ...
 
Localizado na zona oeste do Rio de Janeiro, um dos centros mais valorizadas da cidade, o bairro de Jacarepaguá é capaz de unir, em um mesmo ambiente, a natureza local e a história de desenvolvimento da região. Sua fundação aconteceu em 1567, dois anos após o nascimento da metrópole fluminense, e o seu nome, que veio do idioma tupi-guarani, significa “lagoa baixa dos jacarés”, em alusão aos animais que dominavam a orla aquática do local no período da colonização brasileira.
 
Com o desenvolvimento industrial, o bairro ganhou a alcunha de “Planície dos onze engenhos”, devido à alta concentração de produtoras de açúcar e café. A partir dos anos 70, o jeito de cidade pequena começou a ceder espaço a empreendimentos imobiliários. O crescimento foi tamanho que, na década seguinte, Jacarepaguá foi dividido em oito áreas independentes: Tanque, Taquara, Pechincha, Freguesia, Anil, Gardênia Azul, Praça Seca e Curicica.

Além dos residenciais e de monumentos seminais que remetem à arquitetura feita no período colonial, como a Igreja de Nossa Senhora da Penna, o bairro também concentra áreas de lazer e de trabalho. Está entre elas o Bosque da Freguesia, que, com 31 hectares de mata atlântica preservada, é usado para a recreação e a prática de esportes. Nos destaques de edifícios profissionais estão os centros de produção televisiva da Rede Globo e da Rede Record, Projac e Recnov, respectivamente. Já a Praça da Seca é um importante ponto de comércio da região.

Até 2016, ano em que o Rio de Janeiro receberá as Olimpíadas, Jacarepaguá deve receber investimentos importantes, principalmente na área de transportes públicos. O bairro será uma das regiões a receber corredores de ônibus expressos, uma vez que a maior parte das competições acontecerá no autódromo do Jacarepaguá, que leva o nome do piloto brasileiro Nelson Piquet.

Por estar no Rio de Janeiro, é óbvio que o bairro não poderia deixar de possuir veias musicais. O estilo mais presente no local é o samba, que pode ser encontrado, por exemplo, no Pagode da Tia Doca, criado há 36 anos e ponto de encontro de grandes nomes da música, como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Beth Carvalho. A Escola de Samba União de Jacarepaguá, também é um dos locais para curtir boas melodias e descansar depois de dar volta por um bairro tipicamente carioca.

 
Pena...
De mim mesmo.
Dá pena, sentir pena, eu sei.
Sentir que da minha "pena", pensei
("eufemismo" antigo, mas que ainda é entendido),
não saía nada para escrever no momento.
Uma metáfora uma descrição uma cena. Um intento
sobre a igreja de Nossa Senhora da Pena.
Minha memória que se apaga, que se apagará,
sobre uma relíquia, como muitas outras, também esquecida,
num morro da Freguesia, perdida,

num sub-bairro de Jacarepaguá.
(Poema de Manoel Rodrigues)


JACAREPAGUÁ

Jacarepaguá ainda é muito rica em flora e fauna. Mas precisa de muitos cuidados e de preservação, para mantermos o que ainda temos. Vamos olhar por nosso verde, por nossos animais, por nosso planeta. Pois cada ação terá uma reação, e que esta reação seja a mais bela possível. Jacarepaguá - jacaré-upa-goa, segundo os índios tamoios, "a lagoa rasa de jacarés". Viva em nossos corações... Aqui segue algumas histórias sobre JPA e atualidades do mundo da Ciência.
Histórico:

Jacarepaguá deriva-se de três palavras da língua Tupi-Guarani: YACARE (jacaré), UPÁ (lagoa) e GUÁ (baixa) - A “Baixa lagoa dos jacarés”.
 
Na época da colonização, as lagoas da baixada de Jacarepaguá eram repletas de jacarés, daí o nome.
 
A História de Jacarepaguá começou em 1567, dois anos após a fundação da cidade do Rio de Janeiro, quando Salvador Correia de Sá assumiu o cargo de primeiro governador da nova cidade e concedeu a dois auxiliares da administração, Jerônimo Fernandes e Julião Rangel, as terras de Jacarepaguá.
 
Porém, Jerônimo e Julião nunca tomaram posse da Sesmarias concedidas. Mais tarde, em 1594, o governador Salvador Correia de Sá revogou o ato anterior e doou as Sesmarias para seus filhos Gonçalo e Martim. A data da carta da concessão é de 09 de setembro de 1594.

Os dois irmãos iniciaram a colonização de Jacarepaguá, principalmente Gonçalo. Martim dedicou-se mais à política. Foi governador do Rio de Janeiro, em dois períodos, no início do século XVII.

Martim casou-se com a espanhola Maria de Mendonza e Benevides. Desta união surgiu a dinastia Sá e Benevides de grande importância na história de Jacarepaguá, principalmente seus sucessores: os Viscondes de Asseca.
 
Nas primeiras décadas do século XVII, Gonçalo fundou o engenho do Camorim e dentro do engenho a capela de São Gonçalo do Amarante, que ainda existe nos dias de hoje. No mesmo período, surgiram outras edificações na atual Freguesia que perduram até hoje: a Sede do Engenho D’Água e a Igreja de Nossa Senhora da Pena, no alto da Pedra do Galo.
 
Na época, essa região de Jacarepaguá, já possuía razoável povoamento, em virtude dos diversos arrendamentos feitos pelos Correia de Sá.
 
Assim, com a chegada dos primeiros escravos no Rio de Janeiro, que aconteceu em 1614, a maioria veio para os grandes foros de Jacarepaguá.
 
A característica de Jacarepaguá nos séculos XVII e XVIII, períodos mais ricos do Brasil-colônia, foi a ocupação dos portugueses com a criação de muitos engenhos de açúcar e ao mesmo tempo edificando capelas e igrejas, em comum acordo com o poder eclesiástico. Como os índios não aceitavam a servidão, os colonizadores apelaram para os escravos vindos da África.

 O povo indígena foi diminuindo até sua completa extinção ao mesmo tempo que os africanos cresciam nas terras de Jacarepaguá. A população da região em 1797 era de 1.905 habitantes, sendo 437 homens, 562 mulheres e 906 escravos.

 No início, a produção seguia pelo mar, através da Barra da Tijuca, até o porto do Rio de Janeiro.
 
Depois, o caminho passou a ser terrestre pela Estrada Real de Santa Cruz, (hoje, Estrada Intendente Magalhães, Ernani Cardoso e Suburbana). Outro caminho era até o Porto Fluvial de Irajá. Daí seguia-se em pequenos barcos até a atual Praça Quinze.

 Jacarepaguá era a região da cidade com mais engenhos de açúcar da época colonial. Os principais eram o Engenho da Taquara, o Engenho Novo (atual Colônia Juliano Moreira), Engenho do Camorim, Engenho D’Água, Engenho da Serra (atual da estrada do Pau Ferro e as encostas da serra da atual Estrada Grajaú-Jacarepaguá) e Engenho de Fora (atual região da Praça Seca). Além dos Correia de Sá e seu ramo Sá e Benevides, a principal família dos tempos coloniais de Jacarepaguá foi a Teles Barreto de Menezes.
 
Os monges do Mosteiro de São Bento também tiveram importante papel na história de Jacarepaguá.
 
 
Criação: Andréa Claudia Gama de Carvalho 

4 comentários:

  1. Muito legal !! Nunca tive oportunidade de ir até a igreja da penha, mas ja fui na do Loreto e é muito linda.

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  2. Sou novo em Jacarepaguá, mas gostei demais de aprender mais sobre o bairro. Muito bom e bem explicado. Parabéns ao grupo...

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  3. TRABALHO DE EXCELÊNCIA!
    PARABÉNS AO GRUPO PELA DEDICAÇÃO E COMPETÊNCIA.
    A PARTICIPAÇÃO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL ABRILHANTOU O PROJETO!
    ADOREI!

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  4. Queridos alunos!

    Parabéns pela contribuição! Continuem participando!

    Professora Ieda Sande

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